70% dos pacientes colombianos já consultaram seu médico sobre o uso de cannabis medicinal

70% dos pacientes colombianos já consultaram seu médico sobre o uso de cannabis medicinal

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

O reconhecimento e a notoriedade do uso da cannabis medicinal vem chamando a atenção dos pacientes e da classe médica.

Foto: Freepik

Traduzido de Portafolio

De acordo com o Observatório Colombiano da Indústria da Cannabis (Ocic), em parceria com Sociometrica, Asocalcanna e Jaime Arteaga y Asociados, estima-se que sete em cada 10 pacientes (68,8%) já consultaram seu médico sobre o uso de cannabis medicinal.

E embora o interesse não se refira apenas ao uso, mas também à sua utilidade, 86% dos médicos acreditam que os canabinoides são úteis para o tratamento do câncer associado a dores crônicas intensas.

Além disso, 85% consideram que isso pode contribuir para dores intratáveis ​​e 82% afirmam que ajudariam pacientes com doenças terminais.

Dentre os aspectos a serem destacados, 92,1% dos laudos médicos pesquisados ​​indicaram que deve haver um protocolo claro e padronizado entre os prestadores de serviços de saúde na formulação ou prescrição da cannabis medicinal. Da mesma forma, 74% dos médicos concordam que a cannabis medicinal é uma terapia médica legítima.

Por outro lado, 74% também acreditam que os prestadores de serviços de saúde devem oferecer cannabis medicinal para o gerenciamento de condições médicas, enquanto 70,1% acreditam que esse tipo de medicamento contribui para tratamentos e terapias.

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Além disso, 71,1% afirmam que a cannabis medicinal pode efetivamente tratar os sintomas associados a condições médicas.

Diante da formulação desse tipo de medicamento, 71,7% dos pesquisados ​​afirmaram não tê-lo feito ao longo da carreira, enquanto 28% afirmaram tê-lo feito.

Tendo em conta os médicos que afirmaram ter realizado a formulação, 39,6% são da especialidade de psiquiatria e afins, 28,1% da farmacologia, toxicologia e epidemiologia, 26,2% da medicina geral e familiar e 15,8% da cirurgia, anestesiologia, cuidados intensivos e paliativos. Já 25,7% indicaram ser de outras especialidades.

Outro dos temas a serem discutidos no relatório é o uso medicinal da flor seca da cannabis. Sobre esse assunto, 73,4% dos entrevistados indicaram que concordam com seu uso, enquanto 11,2% disseram que não. No entanto, 15,5% responderam que não sabem ou não responderam a essa questão.

Consulte um médico 

É importante ressaltar que, no Brasil, qualquer produto feito com a cannabis precisa ser prescrito por um médico, que poderá te orientar de forma específica e indicar qual o melhor tratamento para a sua condição.

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