Posso tomar o óleo de CBD com água?

Posso tomar o óleo de CBD com água?

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

Junto com o aumento do tratamento com a cannabis no Brasil, cresceram também as dúvidas, como o uso da cannabis com água

Posso tomar o óleo de CBD com água?

Neste texto você vai ver:

  • Uso de produtos de CBD com água;
  • Porquê a cannabis é em forma de óleo;
  • Produtos de cannabis à base de água;
  • Vantagens em formulações solúveis.

Se você utiliza ou está buscando um tratamento com cannabis medicinal, deve ter visto que a maioria dos produtos disponíveis são em formas de óleo, não é mesmo? Dependendo da concentração, o gosto costuma ser um pouco forte e amargo, pedindo um copo d’água.

Alguns pacientes ainda têm dúvidas se é possível diluir o óleo na água, para suavizar o sabor e poder ingerir melhor. 

Mas infelizmente a resposta é não. O recomendado é que o óleo de cannabis seja administrado sozinho de forma sublingual e que se espere, pelo menos, 10 minutos até ingerir água ou qualquer outra coisa.

Isso porque a água ou outros líquidos podem atrapalhar tanto a absorção do produto como a metabolização pelo fígado. 

Caso o paciente tenha alguma restrição no paladar, alguns médicos recomendam tomar o óleo de CBD com iogurte. Ou então, tentar outras formas de administração, como gummies, cápsulas e até sprays. 

Leia também: Você sabe quais as formas de usar o CBD além do óleo?

Há marcas que até acrescentam sabores para facilitar a ingestão, principalmente quando falamos de crianças. 

Por outro lado, não é possível simplesmente substituir o produto. Qualquer mudança, precisa ser conversada com o profissional prescritor, que pode instruí-lo da melhor forma para o tratamento da sua patologia. 

Mas você já se perguntou o porquê o CBD geralmente é vendido em forma de óleo? Há opções à base de água? 

Por que o CBD é feito em óleo e não em água?

Há quem pense também que a cannabis é como a azeitona e que o líquido é extraído ao prensar a planta, mas não é isso que acontece. A verdade é que após secas, as flores precisam ser diluídas em algum tipo de gordura para um melhor aproveitamento. 

E tem que ser gordura, porque a cannabis é hidrofóbica. Isso significa que a planta não se mistura com a água. E a melhor forma de fazer a descarboxilação, ou seja, a ativação das suas substâncias, é diluindo em algum tipo de solvente.

Leia também:  Descarboxilação: O que é, Como acontece e qual sua ligação com a cannabis

Por conta disso, a cannabis é misturada, na maioria das vezes, em soluções oleosas. Como óleo de coco ou  MCT(Mediun Chain Triglycerides), termo em inglês para TCM (triglicerídeos de cadeia média). Trata-se de uma fonte de gordura feita com uma combinação de ácidos.

Ou então nas famosas tinturas onde a cannabis é diluída em álcool. Há produtos que são feitos até mesmo no óleo feito com as próprias sementes da cannabis, que não possuem substâncias psicoativas.

Posso tomar o óleo de CBD com água?
foto: Freepik

Produtos  de cannabis à base de água

Por outro lado, vem surgindo cada vez mais produtos de cannabis em fórmulas que são solúveis em água. 

Isso porque a indústria tem investido em formulações que fazem a transformação das moléculas da  cannabis, tornando- a  solúvel em água também. Soluções que ainda aumentam a biodisponibilidade do produto, ou seja, a absorção pelo organismo.  

De acordo com o CEO da Entourage, Caio Abreu, trata-se de um sistema que utiliza uma mistura de substâncias que, ao entrar em contato com a água, formam automaticamente uma nanoemulsão, permitindo que a cannabis se disperse na água.

“Essa tecnologia facilita a incorporação eficaz de canabinoides em produtos à base de água, melhorando sua biodisponibilidade, segurança e eficácia”, acrescenta.  

Há vantagens em formulações solúveis em água?

De acordo com Abreu, os produtos modificados são mais absorvidos pelo corpo, sem contar que funcionam de forma mais rápida e demandam menos do fígado. 

 Conforme revelado pelo estudo clínico do Epidiolex e confirmado por cientistas da USP Ribeirão Preto, o CBD possui um grau de toxicidade hepática, que pode ser ruim para pacientes com o fígado comprometido. 

Portanto, produtos com uma absorção via linfática, podem reduzir a sobrecarga do fígado.

Um estudo clínico feito pela empresa, por exemplo, mostrou que os óleos feitos dessa maneira, têm uma biodisponibilidade de 53% maior que as formulações em óleo. “O que significa que 1 mg do produto Entourage equivale a 1,5mg das formulações em óleo”, demonstra Abreu.

A pesquisa ainda relatou que 75% da absorção ocorre no sistema linfático, reduzindo o trabalho do fígado, o que pode ser de grande ajuda para pacientes que necessitam de altas doses ou têm comprometimento hepático.

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