Cotado para o Ministério da Justiça, Flávio Dino descarta possibilidade de ‘descriminalização das drogas’

Cotado para o Ministério da Justiça, Flávio Dino descarta possibilidade de ‘descriminalização das drogas’

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Para o senador, descriminalização tem “escassa chance de dar resultado prático em favor da população”

Senador eleito Flavio Dino (PSB) é o principal cotado para assumir o Ministério da Justiça em 2023. Foto: Creative Commons.

Com informações da BBC News Brasil

Durante a corrida presidencial, o assunto “drogas” foi amplamente abordado. Com a estratégia de tumultuar e inflamar as opiniões sobre isso, o candidato derrotado nas urnas, Jair Bolsonaro (PL), alegou que Luiz Inácio Lula da Silva promoveria a liberação das drogas, se eleito. 

“Vocês podem estar ajudando a eleger um cara que quer tirar de você a liberdade que vocês têm. E, em contrapartida, vai dar a liberação das drogas: maconha, cocaína, entre outros”, disse Bolsonaro à emissora CNN Brasil.

No entanto, em entrevista para a BBC Brasil, Flávio Dino (PSB-MA), principal cotado para assumir o Ministério da Justiça em 2023, desmentiu o boato gerado pelo futuro ex-presidente. 

“Nós não temos hoje condições sociais e institucionais para descriminalizar drogas e, certamente, isso não vai ocorrer nos próximos anos”, disse o ex-governador do Maranhão.

Leia também: Especialistas enxergam em vitória de Lula boas perspectivas para discussões sobre cannabis no Brasil

Em 2022, Flávio Dino foi eleito pelo estado do nordeste para o cargo de senador, e hoje integra o grupo do governo de transição dedicado às áreas de Justiça e Segurança Pública. Depois de atuar como juiz federal por 12 anos, Dino é o principal nome para o Ministério da Justiça.

O político também disse que este é um debate com “escassa chance de dar resultado prático em favor da população.”

“Por isso, prefiro priorizar outras agendas que têm um impacto real na melhoria das condições de vida”, afirmou.

 Legalização da cannabis pairou pelos debates durante corrida presidencial

Ainda em campanha durante a corrida presidencial, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que a legalização da cannabis não cabe a ele enquanto presidente, mas ao congresso nacional. 

Seu vice Geraldo Alckmin (PSB) manifestou, entretanto, ser favorável ao uso da cannabis em tratamentos medicinais, em uma sabatina cedida durante a campanha.

Até a cantora Anitta, durante uma live, pediu a Lula (PT) a legalização da cannabis, em troca de seu apoio. 

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