Empresas de CBD passam por uma revisão de segurança alimentar na Europa

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

Milhares de empresas de canabidiol (CBD) esperam ter seus produtos validados junto a autoridades do Reino Unido e da Europa nas próximas semanas.

Isso por que dois dos principais consórcios de novos alimentos (novel foods) enviaram suas solicitações de validação para produtos de CBD nas duas últimas semanas, informou a Business Cann.

A Associação para a Indústria de Canabinoides (ACI) — que representa 33% dos candidatos — disse em um comunicado à imprensa que submeteu um pacote de novas solicitações, juntamente com estudos de toxicologia, à Agência de Padrões de Alimentos (FSA) do Reino Unido.

Da mesma forma, a Associação Europeia de Cânhamo Industrial (EIHA), que representa cerca de 170 empresas, também com milhares de produtos, apresentou pedidos de validação para seu canabidiol isolado natural e CBD sintético à FSA e à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) no início do mês.

Consumo diário

Em uma carta aos membros, a EIHA também disse que propôs à EFSA um nível máximo de ingestão diária aceitável (IDA) de 17,5 mg de canabidiol após a análise de seus estudos toxicológicos mostrar efeitos em quatro órgãos.

Isso está bem abaixo dos níveis atuais recomendados pela FSA, a agência do Reino Unido, de 70 mg por dia.

“O NOAEL (nível de efeito adverso não observado) derivado é menor do que esperávamos inicialmente e do que estava na literatura existente”, de acordo com o memorando.

Lorenza Romanese, diretora administrativa da EIHA, disse à Business Cann que espera que os resultados dos estudos de toxicologia com seu CBD de espectro total — a serem apresentados no início do próximo ano — recomendem uma IDA mais alta devido à sua “formulação menos concentrada” e “resultados preliminares promissores”.

Controle maior

A EIHA também adverte em seu memorando que as formulações devem conter um teor máximo de CBD de 10% e requisitos adicionais de rotulagem serão necessários, incluindo que não é recomendado o uso por crianças e mulheres grávidas e lactantes e que não deve ser consumido junto com qualquer outro produto alimentício de cânhamo.

Em junho, a FSA atualizou sua lista pública de produtos de CBD que podem ser comercializados na Inglaterra e no País de Gales, que apresenta mais de 12.000 produtos alimentícios de canabidiol.

O Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a regular o mercado de produtos de maconha não psicotrópicos com a publicação da lista de produtos de CBD autorizados em março.

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