• 16 de maio de 2022

O aumento da inflação impactou no preço da maconha?

 O aumento da inflação impactou no preço da maconha?

This is a stock photograph involving cannabis, marijuana and its implications in America has just slowly been legalized and used for medicinal and medical purposes and what that means to our economy and culture.

A alta na inflação tornou alguns produtos cada vez mais inacessíveis para a população. Mas afinal, isso também aconteceu com a erva?

 

Nos últimos meses, o valor dos produtos e dos serviços básicos de uma sociedade virou uma recorrente reclamação em boa parte do planeta. A dificuldade em realizar compras no supermercado e abastecer o carro, por exemplo, ficou ainda mais evidente. 

O começo de 2022 vem sendo um agravante para esse problema. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi registrado um aumento na inflação de 1,62% em março, o maior percentual para o mês desde 1994. 

Já nos Estados Unidos, fevereiro atingiu cerca 7,9% de inflação, acumulada no período de um ano. A marca é a mais elevada das últimas quatro décadas no país. 

O natural é essa supervalorização atingir todos os âmbitos econômicos presentes em um determinado local. Porém, não foi o que aconteceu com o mercado canábico. 

Queda nos preços 

Ao contrário do que vem acontecendo com os produtos mais convencionais, a maconha e os produtos derivados da cannabis sofreram uma queda nos seus valores. 

No estado do Colorado, localizado nos Estados Unidos, por exemplo, o preço de um quilo da erva está em US$799, perto do valor mais baixo já registrado. 

Esse cenário também se aplica para outros tipos de produtos, também derivados da planta, como os vapers e os comestíveis. Segundo o site The News, a valia deles caiu em 11% no mês de janeiro, em comparação com o ano anterior. 

Qual o motivo?

O grande motivo da erva não ser diretamente impactada pelo aumento da inflação, se dá pelo fato dela não ser legalizada mundialmente e nem por completo em alguns países, como é o caso dos Estados Unidos. 

A falta de regulamentação faz com que, na situação do país norte-americano, não exista um comércio interestadual tão forte, diferente de outros tipos de mercado. 

Logo, o embasamento sobre os preços da planta nesses locais, é feito através da lei da oferta e procura de cada estado. Como a demanda é alta e a produção não para de aumentar, é natural que o setor canábico não enfrente essa supervalorização. 

Mercado de ações em destaque 

O mercado de ações exemplifica bem a distinção de cenários. Recentemente, os fundos de investimentos relacionados à cannabis ganharam destaque no meio e foram altamente procurados nos Estados Unidos

O acontecimento se deu pela possível legalização total da erva no país, o que despertou o interesse dos investidores. 

Entretanto, por falta de regulamentação, a situação brasileira é diferente. As ações ligadas à planta no país sofreram uma queda de 50% em sua valia, em comparação com o começo de 2021 até 2022. 

Apesar do baixo índice, o economista Joaquim Castro, em conversa com a Cannalize, garantiu que isso não passa de um processo natural: 

Isso é uma sacudida, os preços estavam muito esticados. O mercado começa a atrair capital que não entraria no setor se não visse a trajetória de crescimento dos preços das ações. Mas são ingênuos de achar que esse aumento é sempre acelerado”, ressalta ao portal.

Gustavo Lentini

Jornalista e produtor de conteúdo da Cannalize. Apaixonado por futebol e pela comunicação.

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