Uber Eats faz “delivery de cannabis” no Canadá

Uber Eats faz “delivery de cannabis” no Canadá

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

Parceria entre aplicativo de entrega e Leafly visa fomentar o mercado legal da erva para reduzir a clandestinidade

Foto: Piroschka Van De Wouw / Reuters

Já pensou que sonho receber cannabis em casa, pedindo por aplicativo? Em Toronto, no Canadá, isso já é realidade. Desde a última segunda-feira (17), adultos maiores de 19 anos podem pedir flores de cannabis, comestíveis, vapes, acessórios e outros produtos do conforto do sofá.

A facilidade é fruto de uma parceria entre a plataforma Leafly (um marketplace e fonte de conteúdo canábico) e a Uber Eats. O funcionamento é parecido com a função “mercado” do app de delivery. 

Leia também: Município da Califórnia aprova programa de inclusão de negros no mercado canábico

Na tela de cardápio, no setor de “cannabis”, o cliente encontra uma lista de estabelecimentos que fornecem o produto em um raio de distância previamente definido. Então, o consumidor clica na loja onde pretende pedir, escolhe o produto de sua preferência e recebe o item em casa no mesmo dia.

As restrições são mínimas: qualquer pessoa pode fazer o pedido, desde que seja maior de 21 anos, e os pacientes de cannabis medicinal devem ter um cartão médico válido para fazer a compra.

Opção contra a clandestinidade

A opção é defendida por executivos da Uber como “segura e conveniente” e visa “combater o mercado ilegal clandestino, que ainda representa mais de 50% de todas as vendas de cannabis não medicinal em Ontário”, segundo estatísticas da plataforma Leafly.

A legalização da cannabis no Canadá aconteceu em 2018, mas, desde então, o país enfrenta dificuldades para lidar com o mercado paralelo.

Segundo a ativista Robin Ellis, em entrevista para a BBC, há uma resistência a lojas legalizadas por questões financeiras, de demanda e até de localização.

“As lojas não estão perto das pessoas, que então decidem continuar comprando com o seu ‘cara’ [vendedor clandestino] de sempre”, justifica.

Mercado de Cannabis

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